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MPT-MT articula políticas e parcerias para ampliar inclusão de adolescentes vulneráveis em vagas de aprendizagem

26.02.2026 | CUIABÁ A Coordenadoria de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância) do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) promoveu, na manhã da última quarta-feira (26), uma audiência pública para discutir estratégias para ampliar a contratação de adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco social nas cotas de aprendizagem.

O encontro aconteceu no auditório João Bosco Penido Burnier, no edifício-sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 23ª Região (PRT23), em Cuiabá, e reuniu representantes de instituições públicas e do Sistema S, além de conselhos tutelares e entidades voltadas à assistência social.

Conduzida pelo coordenador regional da Coordinfância, procurador do Trabalho André Canuto de Figueirêdo Lima, a audiência buscou promover um diálogo social sobre a aprendizagem como mecanismo de inclusão e profissionalização. “Nosso objetivo é ouvir as instituições, identificar dificuldades e construir soluções conjuntas para garantir maior efetividade na contratação de adolescentes vulneráveis como aprendizes. Priorizando esse público, garantimos oportunidades a quem mais precisa delas”, frisou.

Contribuições que fortalecem a comunicação

Durante o evento, a palavra foi franqueada a pessoas previamente inscritas. O MPT recebeu representantes do Sistema SServiço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Social de Transporte (Sest), Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop); das entidades formadoras Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi); além da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

Também participaram da audiência representantes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc/MT), Secretaria Municipal de Assistência Social Direitos Humanos e da Inclusão (SMSocial); Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho do Adolescente (Fepeti/MT); Sistema Socioeducativo; Conselhos Tutelares de Cuiabá e Várzea Grande; Sistema Nacional de Emprego (Sine/MT); entre outros.

Política judiciária e política pública de trabalho

Representando o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), o juiz do Trabalho Aguinaldo Locatelli ressaltou a importância da participação institucional para fortalecer a aprendizagem e a proteção ao(à) jovem aprendiz. “Uma audiência pública propicia que toda a sociedade possa participar. E, como todos nós sabemos, a aprendizagem legal é um tema de grande relevância no contexto educacional e profissional.”

Segundo o magistrado, a erradicação do trabalho infantil é uma política judiciária do próprio Tribunal Superior do Trabalho (TST), que mantém o Programa Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem. “No nosso Tribunal, o programa é coordenado pela desembargadora Maria Beatriz [Theodoro Gomes], que tem como uma das suas principais metas os trabalhos de conscientização sobre a aprendizagem para inibir o trabalho infantil e preparar de forma segura nossos(as) jovens para o mercado de trabalho”, acrescentou.

Pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MT), a auditora-fiscal do Trabalho Norma Magalhães da Silva, coordenadora do Programa de Aprendizagem Profissional da SRTE-MT, explicou como o órgão atua e elogiou a oportunidade criada pelo MPT de dialogar com as entidades. “É fantástico porque um grande problema de todas as instituições, no geral, é fazer uma boa comunicação, ter uma integração. Eu mesmo aqui tive resposta para demandas que empresas nos encaminham, de que precisam ter acesso a determinadas informações que essas instituições aqui presentes têm. E a gente pode fazer essa ponte.”

Dificuldades que devem ser superadas

Apesar da previsão legal estabelecida pelo Decreto n. 9.579/2018, que regulamenta a aprendizagem profissional, o número de contratações desse público ainda é considerado baixo. Entre os principais desafios apontados está a dificuldade de as empresas identificarem e acessarem os(as) adolescentes em situação de vulnerabilidade aptos(as) à contratação.

Também foi ressaltado pelo procurador do Trabalho André Canuto que adolescentes egressos(as) do trabalho infantil estão entre os públicos prioritários para contratação como aprendizes e que as Secretarias Municipais e Estadual de Assistência Social, responsáveis pela execução do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), desempenham papel fundamental na identificação desses(as) adolescentes.

A coordenadoria de Gestão de Programas e Projetos Socioassistenciais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS/Setasc), Marielza Miranda Gonçalves, explicou que o PETI tem na aprendizagem um mecanismo para retirar esse(a) adolescente, entre 14 e 17 anos, do trabalho informal e perigoso. “Nós temos essa possibilidade de o adolescente estar inserido no mercado de trabalho, mas de forma segura, de forma que tenha seus direitos garantidos. E o programa, em nível estadual, trabalha com essa articulação, de mobilizar os municípios a fazerem seu planejamento e a buscarem nos seus territórios as oportunidades de aprendizagem para inserção dos jovens e, assim, a gente conseguir combater o trabalho infantil nas duas piores formas.”

Ao final, Canuto reforçou a necessidade de criar uma sistemática mais eficiente e menos dependente de iniciativas pontuais. “Precisamos de um fluxo estruturado que conecte empresas, entidades formadoras e rede de proteção, garantindo que adolescentes em situação de vulnerabilidade tenham acesso real à profissionalização”, concluiu.

Referência: PA-PROMO 001618.2025.23.000/2

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